sábado, 31 de maio de 2008

O frio chegou

Eu gosto! O frio nos traz momentos bons ocasionados pelo precisar de agasalho. Mas este país se pensa um país tropical de fora a fora e esquece que não o é. As casas são construídas para um país tropical. Os espaços públicos ignoram o frio e o bem estar das pessoas que lá circulam e trabalham. Ontem mesmo, fui ao supermercado - por volto de 10° - vento Minuano a pino. A porta do supermercado aberta. O vento a entrar com passagem livre e autorizada. Os pobres caixas na linha do vento a congelarem-se. Inacreditável! Ao sair, fechei a porta! :-) Aqui que temos invernos com dias de menos de 10º, os ambientes de trabalho e as salas de aula não tem aquecimento. Crianças na escola, professores, funcionários e clientes passam o dia em seus lugares de trabalho de casacos, mantas e toucas para poder aguentar!! Ridículo é pouco... Entretanto, o frio pode ser lindo... Forma rendas na natureza.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Como um rio


Suave segue o rio da minha vida
Seu caminho tranqüilo, às vezes, torto;
Vou descobrindo o amor, em cada porto,
E a solidão, em cada despedida.

É impossível voltar, não há saída;
Devo alcançar, um dia, o mar, sei, morto;
Mas hoje irei sorrir, buscar conforto
Numa alegria eterna e decidida.

Contemplar cada instante, na certeza
De ser toda beleza singular,
E expulsar a tristeza, com ternuras.

Procurar ver no mundo sua riqueza;
Numa loucura, enfim, me apaixonar
Pela grandeza, que há nas criaturas.

Bernardo Trancoso

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vida

Pensando no que eu mais gosto - a vida - e na alegoria do António no seu último post, achei um haicai que adorei... Vejam:

a vida é breve,
muda como o vento,
derrete como neve.

by Ana Maria de Souza Melo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Encurtando distâncias

céu azul quieto
vãos ondulantes de névoa
brancos a desenharem-se...

verdes imensos entrelaçados
a formar imagens criativas
musgos, ocres, esperança...

fios tortuosos e lânguidos
a cortar a paisagem longínqua
qual risco desenhado em prata...

vôo suspenso em memórias
um encurtar de distâncias
leve balanço, magia...

© Anne M. Moor - 2008
Imagem: Monet-Nenufares-1908

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Home Sweet Home

A exatos sete dias saí de asas abertas a encurtar distâncias e matar saudades. Fiquei na casa de meu filho, o que sempre é um prazer. Fomos juntos ao encontro no Genial, o que foi... GENIAL. Rever amigos, botar assuntos em dia, brindar juntos, rir, rir muito por estarmos entre amigos que criaram uma intimidade pela palavra. Chegou uma filha que andava voando pelo mundo, achando seu lugar. Mais uma junto - agora éramos três. Muito papo, muito sentimento - estar juntos, coisa que não acontece muito seguido por causa das distâncias. Mais um encontro GENIAL com a Angela. Um conhecer já conhecido, um consolidar de empatias - maravilhoso. Depois, uma tarde rodeados pela natureza e por gente muito gente - Jorge, Stephania, Georginho -, muito carinho, muito papo. Mais vôo e agora na casa de outra filha, outra cidade - matar saudades. Enfim, em casa, jantar com a filha que veio junto e o filho e nora que faltavam. Um aniversário muito bem festejado. Obrigada a todos!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Domingo mágico...







Doming foi mágico po várias razões... Angela e eu estivemos juntas ao vivo e a cores! Uma amiga encantadora e aquela familiaridade surpreendente que todos nós temos sentido estava lá, presente. Foi bárbaro. Almoçamos juntas e Derek nos levou em Louveira, no Jorge, onde fomos recebidos com o carinho de costume. O papo rolou solto e gostoso. Conriram...



sábado, 17 de maio de 2008

Genial de novo...

Encontro no Genial, que foi, como sempre GENIAL. Rimos até doer as costelas. Teve momentos de discussão séria, como não podia faltar e, principalmente, o lembrar dos que não conseguiram chegar lá. Prometemos que só falamos BEMMMMMMMMMMMMMM. Sentimos falta de vocês...
Beijos de todos para todos!

Anne, Ernesto e Bruno
Derek, Anne e a mâo do Ernesto...

A cadeira e o chope do António


Udi e Erica

Ti, Ernesto, Ortega e o filho

Ernesto em explicações de cumprimento e Udi, chiquetésima!

Anne e seus babados! Udi no chope... Ti e Ernesto contando piada...
flávio, anne, ti, ernesto, udi e erica em altos papos...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Voando...


Enquanto eu estou treinando minhas asas, fica uma pegadinha para vocês... Quantas pessoas vês na imagem?

domingo, 11 de maio de 2008

Padecer no paraíso

Dizem que ser mãe é padecer no paraíso. Ser mãe NÃO é sofrer, ser mãe é felicidade, mesmo que as vezes seja preocupação. Lembro muito bem olhar nos olhos do meu primeiro filho quando o colocaram em meus braços e, embora meio fechadinhos, fez um ‘click’ entre nós que perdura até hoje. E assim foi com todos os quatro. Olhares diferentes, cada um, mas fortemente ligados como se fosse pelo cordão umbilical. A felicidade que irradia pelo corpo todo é ímpar e certamente compartilhada com os pais. Ser mãe é dedicação e muito trabalho braçal no início, mas também é muita canção de ninar, muito aconchego, muito cheirar a cria, muito simplesmente sentar com eles no colo e os observar – observar o milagre da natureza. A medida que eles vão crescendo, ser mãe passa a ser saber ter paciência, saber guiar, saber impor limites e principalmente saber dizer não. É chorar de desespero, mas é chorar junto de alegria. É saber desligar o canal para deixá-los viverem suas vidas. É ficar olhando eles se esborracharem no chão e aprender a levantarem-se sozinhos, se bem que com uma mãozinha levemente escondida. É saber ser mãe, mas principalmente amiga nas horas boas e nas horas ruins. É saber aceitar que eles têm idéias diferentes das nossas, é aprender com eles. É compartilhar vidas. É entender que a vida é feita de fases e eles têm de passar por todas e que nós não podemos viver a vida deles por eles. Ser mãe é estar presente, mesmo não estando, em silêncio. Enfim, ser mãe é viver, é compartilhar, é dividir, é carinho e muito amor.

© Anne M. Moor - 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Deus existe sim!


Gente! Estou aqui para apresentar minha irmãzinha Alice pra vocês - eu sou o Antônio. Ela é muito porreta mas nada de gracinhas por que eu tô cuidando direitinho dela!!! Ela sofreu pra caramba e nós todos ficamos muito tristes, mas com a competência, dedicação e carinho dos Drs. Amilcare Vecchi, Enio Paulo Araujo, Tanira Barros e Sílvio Reis, juntamente com a equipe porreta da UTI Pediátrica do Hospital da UFPel ela superou tudo e está aqui nos meus braços. Ela não é uma gracinha? Lá em baixo tem outra fotinho dela. Os meninos podem tirar o olho tá bom??!!

Nossos mais profundos agradecimentos a todos os envolvidos na recuperação da Alice. MUITO OBRIGADO...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Teias


banho traz à memória teia —
imagens de mulheres
ambas a olhar ao solo
em gesto de aparente meiguice

telas de fascínio presente
em luz que repica e rebrilha
enredo de repouso fingido
a irradiar luz e movimento

tramas de luz em respingos
languidez iluminada na fusão
de corpos e fios enroscados

almas envoltas em redes
teias concebidas em cor e luzeiro
candeio irradiado em sedução

© Anne M. Moor – 2008
Inspirado nas telas de António Tapadinhas – Banho de Luz e Teia de Luz

segunda-feira, 5 de maio de 2008

E o silêncio...


E o silêncio
expressão da alma
refúgio dos medos
ancoradouro do sossego

© Anne M. Moor

sábado, 3 de maio de 2008

Raindrops

De certa maneira esta música do Burt Bacharat tem tudo a ver com o meu poema. Deliciem-se!

Raindrops are falling on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin seems to fit
Those raindrops are falling on my head, they keep falling
So I just did me some talkin to the sun
And I said I didnt like the way he got things done
Sleepin on the job
Those raindrops are falling on my head, they keep falling
But there's one thing I know
The blues he sends to meet me won't defeat me
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep falling on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turnin red
Crying's not for me
Cause I'm never gonna stop the rain by complainin
Because I'm free
Nothing's worrying me.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Frio

frio movimentado a vento
rodopiante, a se enrolar
em chuva, em almas –
água!

tamborila na vidraça
qual pedido insistente
mermeriza, encanta, chama –
segredos!

escorrem pelo caixilho
em formas insinuantes
deslizam, ondulam, goteiam
sonhos!

© Anne M. Moor - 2008